Azeite do Alentejo

 

AZEITE DO ALENTEJO

O Azeite do Alentejo é o óleo extraído na região do Alentejo, entre os meses de Outubro e Fevereiro, a partir da azeitona, fruto da oliveira, de variedades tradicionais da região – maioritariamente Galega, Cordovil de Serpa, Verdeal ou Cobrançosa – no estado de maturação ideal para obtenção de azeites frutados e suaves, unicamente por processos mecânicos.

As características organolépticas do "Azeite do Alentejo" são as seguintes: Azeites de aroma frutado, pouco ou nada amargos, pouco ou nada picantes, com notas dominantes de maçã, frutos secos, tomate, erva, ou folha.


CATÁLOGO
​Descarregue aqui o catálogo do Azeite do Alentejo...!

catálogo_-_azeite_do_alentejo.pdf
Baixar o arquivo


OLIVAL

A cultura da Oliveira é milenar... Conheça os sistemas de condução utilizados na actualidade:

- Olival Tradicional - Árvores plantadas em compassos largos - geralmente mais de 7X7m  - 60 a 200 árvores por hectare - podendo ser mantidas em sequeiro ou regadio. É o sistema tradicional, utilizado há vários séculos, e representa ainda a maior parte da área de Olival em Portugal. A sua entrada em produção pode demorar 15 a 20 anos, sendo que se conhecem olivais produtivos com mais de um século. 
- Olival Intensivo - Árvores plantadas em compassos apertados - 285 a 415 árvores por hectare - exploradas em regadio. Entra normalmente em produção 5 a 7 anos após a instalação, podendo produzir durante várias décadas.
- Olival Superintensivo - Árvores plantadas em sebe, normalmente numa densidade entre 900 e 1200 árvores por hectare. É explorado em regadio, e entra em produção dois a três anos após a instalação. Os olivais mais antigos que se conhecem explorados neste sistema raramente ultrapassam os vinte anos de idade. 


VARIEDADES

Galega Vulgar

É a variedade mais difundida em Portugal, representando cerca de 80% da superfície de olival nacional. Sendo uma árvore de porte médio, dá frutos de pequena dimensão, e forma ovoidal, de grande resistência ao desprendimento. 
É uma variedade que apresenta grande resistência à seca, sendo no entanto sensível ao frio, e com uma capacidade de enraizamento limitada. Entra em produção precocemente, dando produções elevadas e alternantes, de maturação igualmente precoce. 
Apesar de ser uma variedade de dupla aptidão, é mais utilizada para obtenção de azeite, apesar de proporcionar rendimentos baixos, sendo também bastante apreciada como azeitona de mesa.
O azeite desta variedade, quando cultivada na região do Alentejo, normalmente apresenta sensações desde um frutado de maçã verde , com amargo e picante ligeiros quando colhida em verde, até um frutado de amêndoa e frutos secos, com sensações de doce consideráveis, e total ausência de amargo e picante, quando colhida em maduro.  É considerado um azeite de grande estabilidade.

Árvore
Vigor: Médio - Porte: Erguido - Densidade de Copa: Elevada

Inflorescência
Comprimento: Médio - Número de Flores: Médio

Folha
Forma: Elíptico-lanceolada - Comprimento: Comprida - Largura: Média

Fruto
Peso: Médio - Forma: Ovoidal - Simetria: ligeiramente assimétrico


Cobrançosa

A oliveira apresenta nesta variedade um porte médio-baixo, originando frutos de dimensão média, de fácil desprendimento, sendo no entanto rara a sua queda natural.
É uma variedade de grande tolerância ao frio, susceptível à seca, e de média capacidade de enraizamento, apresentando produções elevadas e constantes, de maturação média.
É uma variedade de aptidão para produção de azeite, de rendimento médio.
O azeite de Cobrançosa de origem na região do Alentejo apresenta-se normalmente como um azeite de sensações de amargo e picante de intensidade média, cuja intensidade é máxima quando colhida em verde.

Árvore
Vigor: Médio-baixo - Porte: Aberto - Densidade de Copa: Média

Inflorescência
Comprimento: Médio - Número de Flores: Médio

Folha
Forma: Lanceolada - Comprimento: Comprida - Largura: Média

Fruto
Peso: Médio - Forma: alargada - Simetria: assimétrico


Cordovil de Serpa

As árvores da variedade Cordovil de Serpa são normalmente de porte médio-baixo, sendo os seus frutos de grande dimensão, e de considerável resistência ao desprendimento, que desaparece aquando a sua maturação. Sendo uma variedade rústica, apresenta no entanto alguma sensibilidade ao frio e à seca, possuindo uma capacidade de enraizamento média.
Tem dupla aptidão, com rendimentos médios em azeite, sendo este apreciado pelo elevado teor em ácido oleico.
O azeite extraído de azeitonas Cordovil é normalmente amargo e picante, com sensações intensas de verde folha.

Árvore
Vigor: Médio-baixo - Porte: Aberto - Densidade de Copa: Média

Inflorescência
Comprimento: Média - Número de Flores: Médio

Folha
Forma: Elíptica - Comprimento: Médio - Largura: Média

Fruto
Peso: Elevado - Forma: Ovoidal - Simetria: Simétrico


Verdeal Alentejana

A variedade Verdeal caracteriza-se por árvores de porte médio e frutos de grande dimensão. É uma variedade com grande capacidade de adaptação, nomeadamente a condições de frio ou de seca, pese embora a sua baixa capacidade de enraizamento.
Originando normalmente produções baixas e alternantes, a sua entrada em produção é tardia, tal como o amadurecimento dos seus frutos, que por manterem a cor verde até ao final da campanha dão o nome a esta variedade. Estes apresentam ainda uma grande resistência ao desprendimento.
A azeitona apresenta um rendimento médio em azeite, que se caracteriza por sensações consideráveis de verde, amargo, e picante.

Árvore
Vigor: Médio - Porte: Erguido - Densidade de Copa: Elevada

Inflorescência
Comprimento: Curto - Número de Flores: Médio

Folha
Forma: Elíptico-lanceolada - Comprimento: Média - Largura: Média

Fruto
Peso: Elevado - Forma: Ovoidal - Simetria: ligeiramente assimétrico